Quais os sintomas do estresse? Tensão muscular, acne, insônia e mais!

Quais os sintomas do estresse? Tensão muscular, acne, insônia e mais!

Você sofre com irritabilidade constante, dores musculares e outros sintomas de estresse? Confira aqui os sinais a que deve se atentar e como resolver isso!


Considerações gerais sobre os sintomas do estresse

Homem estressado no trabalho.

O estresse é parte da experiência social humana. É uma resposta natural do organismo e da mente a estímulos que desregulam algumas funções em nós.

Diante de uma situação estressante, apresentamos respostas como tensão muscular e irritabilidade exacerbada, e nosso organismo produz níveis elevados de cortisol (conhecido como "hormônio do estresse"). Embora sejam desagradáveis, essas respostas são, de início, normais.

No entanto, no modelo altamente estressor do contexto urbano contemporâneo, estratégias para controlar e amenizar o estresse são necessárias e constantemente buscadas. O excesso de estresse no cotidiano faz com que sintomas pontuais se transformem em incômodos a longo prazo e atrapalhem basicamente todas as áreas da vida.

Neste artigo, você vai entender melhor o que é o tão falado estresse, como se manifesta e como lidar com ele. Então, aproveite a leitura!

Entenda mais sobre o estresse e suas causas

Palavra "Stress" escrita a lápis vermelho.

O estresse faz parte do cotidiano, especialmente nos tempos atuais. Mas, a depender de alguns fatores (a exemplo de causas, manifestações, intensidade e duração), pode caracterizar um transtorno psíquico. Confira a seguir o que é esse quadro, qual sua relação com a ansiedade, quais as principais causas e algumas apresentações clínicas do estresse!

O que é o estresse

Essencialmente, o estresse é uma resposta física e psíquica que apresentamos diante de situações que geram tensão. A palavra que usamos para descrever essa resposta é a nossa versão da palavra em inglês "stress", que também é usada dessa forma na língua portuguesa. Mas suas origens etimológicas são um tanto incertas.

Há uma hipótese de que o termo em inglês surgiu como uma abreviação de "distress", palavra que se refere a respostas físicas e emocionais mediante situações geradoras de angústia ou ansiedade.

O que se sabe é que a palavra "estresse" tem relação com alguns termos do latim, como "strictus", que seria algo como "apertado" ou "comprimido", além da palavra "estricção" (em português), que se refere ao ato de comprimir.

Como você pode perceber, mesmo em sua origem, a palavra "estresse" denota tensão. Isso descreve bem o que comumente está por trás das causas desse quadro e das manifestações físicas que o acompanham.

Estresse e ansiedade

Tanto o estresse quanto a ansiedade são caracterizados por respostas físicas e emocionais. Muitas dessas respostas são comuns aos dois quadros, e, normalmente, um realmente está presente quando o outro é vivenciado. Por isso, é comum confundi-los, mas eles não são a mesma coisa.

Enquanto o estresse está mais atrelado à parte física, a ansiedade tem íntima ligação com aspectos emocionais. Por exemplo, a angústia é um sentimento sempre presente em momentos de ansiedade, mas não necessariamente numa situação estressante. Já a tensão muscular sempre se faz presente no estresse, mas não necessariamente na ansiedade.

Além disso, o estresse comumente está atrelado a situações mais concretas e a fatos que estão acontecendo ou já aconteceram. Já a ansiedade pode surgir diante de uma ameaça real ou percebida (ou seja, que não necessariamente é concreta e pode ser fruto de pensamentos distorcidos), de modo que diz respeito à antecipação de algo que pode (ou não) acontecer.

De modo resumido e um tanto simplório demais, podemos dizer que o estresse é relacionado ao presente, enquanto a ansiedade ocorre mais por projeções futuras.

As causas mais comuns

A preocupação com situações do dia a dia é a principal geradora de estresse, e a fonte mais comum disso é o trabalho. Como é um setor da vida responsável pela manutenção de vários outros (principalmente no aspecto financeiro), seu potencial estressor é altíssimo.

Esse potencial se agrava quando levamos em consideração a necessidade de manter uma postura profissional, o que comumente implica em suprimir emoções em prol de ter uma boa convivência com os colegas e superiores e passar uma boa impressão.

Problemas familiares também são uma causa recorrente e poderosa de estresse. Sendo o primeiro círculo social em que somos inseridos, a família tem um impacto psicológico grande sobre nós, e as tensões familiares reverberam no nosso emocional e geram tensão.

Algumas outras situações são causas comuns de estresse, como um trânsito engarrafado, uma enfermidade e o processo de tomada de decisão, especialmente quando esta é muito importante.

O estresse agudo

O estresse agudo é, inicialmente, aquele estresse vivenciado de forma pontual durante ou logo após uma situação tensa. No entanto, ele pode se apresentar com maior gravidade, em especial quando a situação tensa é traumática, como ser alvo de uma agressão ou testemunhar um acidente.

Quando o estresse agudo atrapalha de forma prolongada o cotidiano do indivíduo, é interessante cogitar a possibilidade de transtorno de estresse agudo. Ela pode ou não ser confirmada por um psiquiatra ou psicólogo, e o diagnóstico depende da intensidade e da frequência dos sintomas. O quadro felizmente é passageiro, mas, enquanto se faz presente, pode resultar em muito sofrimento.

O estresse crônico

O estresse crônico é inevitavelmente um quadro clínico. Assim como os demais quadros crônicos, tem longa duração e necessita de uma mudança no estilo de vida de quem sofre com ele para que seja tratado.

Quando o estresse já faz parte do cotidiano, cabe pensar se não é um caso de estresse crônico. Pessoas com esse quadro normalmente têm uma rotina extremamente estressante e vivenciam sintomas de estresse com frequência bem exacerbada.

O estresse crônico é um fator de risco para várias doenças. A exemplo da hipertensão, acelera o envelhecimento do organismo e pode contribuir para o desenvolvimento ou o agravamento de transtornos psíquicos, como a depressão.

Burnout

Burn out é uma expressão em inglês que pode ser traduzida ao pé da letra como "ser reduzido a cinzas" ou "queimar até apagar" e tem o sentido de esgotamento. A partir da junção das palavras, tem-se o termo que caracteriza uma condição muito conhecida: a Síndrome de Burnout.

Trata-se de um nível de estresse tão extremo que chega a ser incapacitante. É quando se chega ao limite, de tal forma que a saúde mental fica totalmente comprometida e a saúde física corre risco. Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional. Essa condição normalmente está associada ao trabalho, que já sabemos que é um dos maiores estressores em potencial que temos.

Os sintomas do estresse

Mulher estressada em frente a notebook.

Muitos sintomas de estresse podem estar presentes também em outros quadros. Mas eles podem ser identificados com precisão a partir da presença de múltiplos sintomas característicos, juntamente com a presença de fatores estressantes. Confira mais detalhes a seguir!

Sintomas psicológicos e físicos

O estresse gera uma série de sintomas físicos e psíquicos, e é importante se atentar a eles para manejá-lo da melhor forma possível. Vale ressaltar que sintomas psicológicos podem ter influência sobre os físicos e vice-versa.

Sintomas psicológicos: no estresse, a manifestação emocional mais comum é a irritabilidade. Quem está estressado pode se pegar perdendo a paciência com muita facilidade e sentindo raiva por coisas que normalmente não gerariam essa resposta (pelo menos não na mesma intensidade). Algumas pessoas também podem apresentar maior fragilidade emocional e chorar com facilidade.

Sintomas físicos: boa parte dos sintomas físicos do estresse gira em torno da tensão muscular, que pode desencadear uma série de outros indícios corporais. Sintomas ligados a inflamações também são comuns, bem como o surgimento de enfermidades devido a uma queda na imunidade.

Surgimento de acne

É comum observar o surgimento de espinhas em quem está estressado, principalmente quando já existe uma predisposição à acne. Isso pode acontecer por algumas razões.

Como você já sabe, o estresse é responsável por uma diminuição na imunidade. Isso faz com que a pele não reaja da melhor forma possível à presença de bactérias. Com o sistema de defesa prejudicado, fica mais fácil a ação dessas bactérias, bem como o entupimento dos poros. Com isso, podem surgir espinhas e cravos.

O estresse também possui ação inflamatória no organismo, e as espinhas são, em grande parte, inflamações. Por isso, podem aparecer mais nessa situação. Além disso, gestos pacificadores, como passar a mão no rosto, ficam mais frequentes quando estamos sob estresse, e as mãos podem levar bactérias que pioram a acne.

Adoecer ou gripar com frequência

O estresse prejudica o sistema imunológico. Com isso, seu organismo perde eficiência na defesa contra vírus e bactérias. Isso resulta em uma maior propensão a gripes e resfriados, dentre outras enfermidades, pois o corpo fica mais suscetível a infeções.

Vale ressaltar que existem outras causas possíveis para a baixa imunidade, bem como para os outros sintomas listados aqui. É sempre bom investigar cada sintoma, mesmo levando em conta o conjunto.

Dores de cabeça

A dor de cabeça é uma manifestação de estresse muito comum. Ela pode ou não vir acompanhada de dores no pescoço e acontece, normalmente, por tensão muscular nessa região.

Dores de cabeça tensionais (ou cefaleias de tensão) também podem ser causadas por má postura, mas são comumente frutos de estresse. A dor de cabeça por estresse também pode acontecer devido ao caráter inflamatório desse quadro.

Alergia e problemas de pele

Devido ao enfraquecimento do sistema imunológico, é comum que o corpo tenha dificuldade em combater alguns problemas de pele. Quem já sofre com problemas como psoríase e herpes pode reparar numa manifestação mais intensa deles quando está sob estresse.

Também existe a alergia nervosa, um tipo de dermatite que se manifesta comumente por meio de lesões, como placas vermelhas ou bolhas, e também por meio de coceira. Ela pode surgir durante a vivência de problemas emocionais e após situações muito estressantes.

Insônia e diminuição da energia

O estresse causa uma agitação mental grande. Ele está entre as causas mais comuns de alterações no padrão de sono, e a principal delas é a dificuldade para dormir. Isso pode significar uma demora anormal para pegar no sono ou a insônia total.

Além disso, o estresse prolongado pode causar fadiga crônica ou indisposição constante, pois desgasta muito o corpo. Ambas as consequências, tanto a insônia quanto a baixa energia, podem agravar o estresse, de modo que cria-se um ciclo bem prejudicial à saúde.

Dores crônicas

Quadros de estresse envolvem um aumento nos níveis de cortisol. Estudos apontam que esse hormônio pode estar associado a dores crônicas.

Mas a relação de causa e efeito não é muito clara: é possível tanto que o estresse resulte em dores crônicas quanto que ter dor crônica gere estresse. É possível também que as duas coisas sejam verdade, criando um ciclo, como o que ocorre com o estresse e a insônia, por exemplo.

Tensões musculares

A tensão muscular é a manifestação mais clássica do estresse. Você pode sentir dores nas costas e ter aqueles famosos "nós" tensionais, por exemplo. Às vezes, pode chegar a ter torcicolo por causa dele e devido à tensão na região do pescoço.

Ter dores de cabeça e apertar os dentes são sintomas que também podem estar associados à tensão muscular, assim como alguns outros, como espasmos musculares e câimbras.

Sudorese

Quando estamos sob estresse, as glândulas responsáveis pela produção de suor acabam por ter uma atividade mais intensa. Isso ocorre em parte pela presença maior de hormônios como a adrenalina, que aumentam o ritmo dos batimentos cardíacos e provocam essa reação.

Uma variação comum disso é a sudorese noturna. Quando você está dormindo e acorda suado (possivelmente após um pesadelo), mesmo que não esteja fazendo calor, isso é um provável sintoma de estresse.

Bruxismo

A tensão muscular desencadeada pelo estresse frequentemente resulta numa tensão do maxilar que faz com que você aperte os dentes superiores contra os inferiores. Isso pode vir acompanhado de ranger de dentes e comumente acontece enquanto dormirmos.

Esse quadro é chamado de bruxismo. Ele pode resultar no desgaste dos dentes e em outros sintomas, como dor de cabeça. É comum que alguém tenha dores de cabeça recorrentes sem saber por que quando se trata de um caso de bruxismo durante o sono.

Aceleração dos batimentos cardíacos

O estresse implica na produção exacerbada de alguns hormônios, como o cortisol e a adrenalina. Isso faz com que os batimentos cardíacos fiquem mais acelerados.

Algumas pessoas chegam a se assustar com a taquicardia decorrente do estresse. Na maioria dos casos, ela não gera maiores problemas (para além do desconforto), mas pode ser perigosa para pessoas que já sofram com problemas cardíacos.

Além disso, o estresse é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Por isso, é bom controlá-lo na medida do possível e garantir que os batimentos não fiquem tão descompassados.

Queda de cabelo

O estresse resulta na produção de hormônios que interferem na atividade dos folículos capilares e bloqueiam a entrada de nutrientes nos fios. Essa desregulação resulta no enfraquecimento do cabelo e num fim antecipado da fase de crescimento.

Por isso, a queda de cabelo é um sintoma comum quando se está estressado. Vale ressaltar que ela também ocorre comumente por deficiência vitamínica ou de ferro. Por isso, é importante fazer uma checagem para garantir que é só por estresse.

Alteração no apetite

Níveis elevados de estresse e ansiedade implicam em alterações químicas no organismo. Essas alterações podem resultar tanto na perda ou redução considerável do apetite quanto numa vontade exagerada de comer.

Ambos os quadros são prejudiciais: enquanto, em um, você deixa de dar ao seu corpo o que ele precisa, no outro, excessos podem comprometer sua saúde e resultar no ganho de peso, o que é indesejável para algumas pessoas.

Problemas digestivos

Existem diversos problemas digestivos que podem ser causados ou agravados por quadros de estresse. A gastrite é o problema digestivo mais comum para quem se estressa muito, pois isso leva a um aumento na produção de ácido no organismo, o que resulta na dor estomacal típica dessa condição.

A produção exagerada de ácido também pode levar a outros problemas, como a azia e o refluxo e, em casos mais graves, o surgimento de úlceras.

Até mesmo a diarreia e a constipação intestinal podem ser decorrentes de estresse. Mas, em relação a sintomas digestivos, ele afeta de forma mais intensa pessoas que já sofrem com distúrbios intestinais, como doença inflamatória intestinal ou síndrome do intestino irritável.

Alteração da libido

A libido está intimamente relacionada ao nosso estado psicológico. Por isso, quando estamos sob estresse, é comum sentirmos menos desejo sexual, e isso deve ser respeitado. Algumas pessoas, no entanto, podem vivenciar um pico na libido e usar práticas sexuais como válvula de escape para aliviar o estresse.

Os sintomas físicos do estresse também podem resultar em uma diminuição da libido. Por exemplo, se você está sentindo fadiga e dor de cabeça, é natural que o desejo de ter relações fique menor ou até inexistente. Se quiser saber mais sobre o estresse e seus sintomas, confira o artigo a seguir após a leitura deste:

Estresse: saiba os sintomas, causas, tipos, como lidar e mais!

https://sonhoastral.com/articles/4428

Você se estressa muito? Este artigo vai esclarecer o que está por trás disso e como amenizar e reduzir o estresse. Clique para saber mais!

As fases do estresse

Mulher estressada.

Existe uma teoria inicialmente proposta por Hans Selye, endocrinologista de nacionalidade austro-húngara, e posteriormente desenvolvida por Marilda Lipp, psicóloga brasileira com carreira internacional. Segundo essa teoria, o estresse é composto por quatro níveis ou fases. Confira-os, em ordem, a seguir!

A fase de alerta

A fase de alerta é o momento inicial do estresse, vivenciada mediante o contato com o agente estressor. É quando começam a acontecer as reações bioquímicas no organismo e resultam na conhecida resposta de luta ou fuga (fight or flight).

Seus principais sintomas são:

• taquicardia e respiração ofegante;

• sudorese;

• boca seca;

• tensão muscular (que pode resultar em dores);

• extremidades do corpo frias (pés e mãos, principalmente);

• desconforto na região da barriga (que pode resultar em diarreia).

A fase da resistência

A fase da resistência é caracterizada por uma tentativa do organismo de restaurar seu equilíbrio após o estado de alerta, que gera uma desordem interna. Chega-se a essa fase quando o agente estressor ou seus impactos emocionais persistem. A partir daí, o corpo tenta se adaptar à situação.

A fase da resistência é caracterizada por:

• mal-estar generalizado;

• emotividade exacerbada e irritabilidade;

• problemas na memória;

• alterações na libido;

• formigamento nas extremidades;

• sensação de desgaste;

• alterações no apetite;

• surgimento de problemas de pele;

• gastrite;

• tontura.

A quase exaustão

A fase de quase exaustão foi acrescentada à teoria de Hans Selye, inicialmente trifásica, por Marilda Lipp, de modo que passaram a ser consideradas quatro fases do estresse.

Ela é um ponto intermediário entre a resistência e a exaustão: o indivíduo não consegue resistir aos impactos do agente estressor, que continua tendo grande influência sobre seu estado mental e físico, mas ainda não chegou ao extremo da exaustão.

Os principais sinais dessa fase são:

• intensificação de problemas de pele e outros devido à diminuição da imunidade;

• picos de hipertensão e diabetes em indivíduos predispostos;

• sensação crescente de esgotamento físico e mental;

• agravamento de outros sintomas da fase anterior.

A exaustão

A quarta e última fase da progressão do estresse é a mais prejudicial à saúde, às relações interpessoais e à produtividade. É nessa fase que pode-se chegar a desenvolver quadros mais graves, como a Síndrome de Burnout. Por isso, é importante se atentar aos sinais das fases anteriores e evitar chegar a ela.

Seus sintomas são parecidos com os de fases anteriores, mas têm intensidade muito maior. Os principais são:

• impossibilidade de trabalhar e dificuldade para realizar tarefas simples do cotidiano;

• fadiga crônica e irritabilidade constante;

• angústia;

• apatia ou hipersensibilidade emocional;

• insônia recorrente e pesadelos;

• tiques nervosos;

• diarreias frequentes;

• dificuldades na vida sexual (em especial libido baixa ou praticamente inexistente);

• problemas de pele prolongados;

• hipertensão arterial;

• mudança extrema nos hábitos alimentares (principalmente falta de apetite);

• tontura frequente;

• agravamento de problemas estomacais como a gastrite, de modo que pode-se chegar a desenvolver úlceras.

Se você acredita que chegou a essa fase, busque ajuda profissional imediatamente para evitar maiores complicações e restaurar seu equilíbrio psíquico e físico. Mas o ideal é buscar psicoterapia e outras formas de manejar o estresse antes de chegar a esse ponto.

Vale ressaltar que a divisão do estresse em fases é majoritariamente didática. Muitas desordens, principalmente de ordem emocional, não possuem uma divisão tão clara. No entanto, é importante considerar as classificações propostas por teóricos para que se possa ter uma noção da gravidade da situação e manejá-la da melhor forma possível.

Como controlar o estresse e amenizar os sintomas físicos

Mulher estressada.

Quando se trata tanto de problemas emocionais como físicos, é importante pensar tanto em estratégias de prevenção quanto em estratégias de manejo, uma vez que o problema está presente. A seguir, você aprenderá sobre algumas estratégias que podem ser usadas para evitar ou amenizar o estresse!

O controle do estresse e da ansiedade

O método mais indicado para controlar o estresse e a ansiedade é a psicoterapia. Com o acompanhamento de um bom profissional, é possível desenvolver autoconhecimento e diversas estratégias comportamentais para lidar com situações estressantes ou ansiogênicas, de modo a amenizar os impactos de diversos gatilhos na sua vida.

Além disso, a busca por um estilo de vida mais saudável tem muito a acrescentar na prevenção e no combate ao estresse e à ansiedade. Isso inclui a prática de atividade física e uma boa alimentação, dois aspectos que parecem clichês, mas que são comumente negligenciados e podem ter um impacto enorme na qualidade de vida.

Existem também várias outras estratégias que ajudam no controle da ansiedade e do estresse, a exemplo das terapias alternativas. Dentre elas, a mais conhecida é a acupuntura. Se quiser saber mais sobre a acupuntura para ansiedade (que também pode ser usada contra o estresse), confira o artigo a seguir quando concluir esta leitura:

Acupuntura para ansiedade: benefícios, pontos, sessões e mais!

https://sonhoastral.com/articles/4536

Você sofre com a ansiedade? Saiba que a acupuntura pode ajudar! Essa prática milenar alivia sintomas da ansiedade e de muitos outros quadros. Confira aqui!

Exercícios físicos

A prática regular de exercícios físicos contribui muito para o bem-estar e a boa saúde. Logo, não é de surpreender que ela também ajude a prevenir e reduzir os níveis de estresse.

Praticar atividade física induz o organismo a produzir mais hormônios associados ao bem-estar e que possuem um caráter naturalmente relaxante, a exemplo da endorfina. Além disso, os exercícios ajudam a "descarregar" o estresse acumulado, muitas vezes adquirindo uma função catártica, de certo modo.

Para pessoas que têm muitos problemas com a irritabilidade enquanto um sintoma de estresse, é interessante investir em modalidades mais intensas, principalmente nas que mais ajudam a canalizar a agressividade. Dentre elas, destacam-se as artes marciais e lutas, como o boxe e o muay thai. Mas, mesmo práticas não combativas e mais simples, como pedalar ou correr, já ajudam a desopilar.

Alimentação

Uma alimentação saudável já contribui de modo geral para a saúde e o bem-estar, o que indiretamente ajuda na prevenção e na redução dos níveis de estresse. No entanto, existem alimentos específicos que podem ajudar nisso.

Alguns alimentos são ricos em triptofano. Esse aminoácido reduz alguns fatores bioquímicos do estresse, a exemplo dos níveis de cortisol. Dentre os alimentos ricos em triptofano, estão: peixes, castanhas, amendoim, queijo, ovo, arroz integral, soja e até chocolate amargo.

Meditação

A prática meditativa é um hábito muito saudável e relaxante com comprovações científicas sobre seus efeitos de bem-estar. Ela traz vários benefícios em especial para as funções cognitivas: por exemplo, melhora a concentração e a autoconsciência e aprimora a autodisciplina.

A meditação reduz muito os níveis de estresse e também atua de forma preventiva nesse sentido. Você pode praticá-la só, mas também é interessante buscar se inserir em grupos de meditação e adquirir conhecimento através de leituras e outras fontes. Para fazer meditação guiada, existem várias opções muito interessantes em aplicativos e vídeos no Youtube.

A meditação recorrente, a prática regular de atividade física e a adoção de uma alimentação saudável são medidas que envolvem mudanças de hábitos, o que pode ser um processo árduo, porém muito recompensador.

Como se livrar dos sintomas físicos do estresse

Como já sabemos, o melhor é sempre trabalhar no sentido da prevenção. No entanto, uma vez que o estresse já se instalou e seus sintomas geram incômodo, existem algumas formas de remediá-los.

Para a tensão muscular, é interessante receber massagens, especialmente quando já se formaram nós doloridos nos músculos das costas. O ideal é procurar um profissional da massoterapia, que é capacitado para desfazer esses nós e promover relaxamento muscular manual de forma segura. No entanto, vale também pedir uma massagem simples para seu parceiro ou pessoa próxima.

É comum também o uso de medicamentos para controlar os sintomas do estresse. Relaxantes musculares e medicamentos para azia ou dores estomacais, por exemplo, podem ser eficazes. Opções com ação calmante também podem funcionar no sentido de reduzir os níveis de agitação. Mas a automedicação pode ser uma prática perigosa, e é importante buscar orientação médica.

As consequências do estresse

As consequências variam a depender dos níveis de estresse e da recorrência de agentes estressores na sua vida. Dentre as principais, estão:

• Queda na produtividade (em especial no setor profissional);

• prejuízo social (ou seja, danos às interações e relações interpessoais);

• surgimento ou agravamento de transtornos psíquicos e físicos;

• sensação de infelicidade.

Não ignore os sintomas do estresse, busque ajuda para viver com mais qualidade!

Papéis com palavra "Stress" escrita.

O estresse é uma resposta natural do cérebro a algumas situações. Segundo Hans Selye, pioneiro na área da estressologia, apenas quem está morto não vivencia isso. No entanto, é importante se atentar para os sintomas desagradáveis e as possíveis consequências do estresse excessivo e buscar estratégias para sua prevenção e remediação.

A psicoterapia é uma forma altamente eficiente de remediar e até prevenir quadros de estresse, dentre outros problemas. A meditação e a busca por terapias alternativas como complementação de outros métodos de alívio do estresse também funcionam muito bem.

As demais estratégias de maior eficácia, em especial na prevenção, estão ligadas principalmente ao estilo de vida e aos hábitos. Por isso, envolvem um conjunto de escolhas cotidianas em busca de uma melhor qualidade de vida, o que significa que você está no controle disso, embora, às vezes, pareça que não.

A ideia de ter tamanha responsabilidade sobre o próprio bem-estar pode parecer assustadora, mas deve ser encarada de um ponto de vista libertador — afinal de contas, assumir as rédeas da própria vida é libertador!

Autor deste artigo

Psicóloga recém-nascida e redatora do Sonho Astral. Católica e noiva.
"Não gosto da vida em banho-maria, gosto de fogo, pimenta, alho, ervas. Por um triz não sou uma bruxa" (Martha Medeiros).

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